O tratamento antirrisco consiste em uma camada endurecedora aplicada sobre a superfície da lente de resina. Essa camada cria uma barreira protetora transparente, aumentando a resistência contra microabrasões causadas pelo uso diário — como limpeza inadequada, poeira, contato com tecidos ou quedas leves.
O antirrisco não torna a lente inquebrável ou imune a riscos, apenas reduz significativamente a incidência deles.
A limpeza deve sempre ser feita com pano de microfibra e solução neutra (nunca com álcool ou produto corrosivo).
O antirreflexo comum é uma camada ótica multilayer (com várias camadas finíssimas) aplicada sobre a lente.
Seu objetivo é reduzir a reflexão da luz na superfície (que em uma lente comum pode refletir até 8% da luz incidente). Ao diminuir o reflexo, a lente permite a passagem de mais luz útil aos olhos, resultando em visão mais clara e confortável.
Não bloqueia a luz azul emitida por telas digitais, apenas reduz o reflexo de luz
ambiente.
Requer cuidados de limpeza maiores aos da lente antirrisco, pois o tratamento óptico é mais sensível.
Esse tratamento possui uma camada filtrante adicional ao antirreflexo convencional.
Ele reflete e absorve parte da luz azul de alta energia (entre 400 e 455 nm), que é
emitida por monitores, smartphones, TVs e lâmpadas brancas de LED.
Essa filtragem reduz o cansaço ocular digital e o desconforto causado pela exposição
prolongada às telas.
As lentes com filtro azul apresentam um leve tom amarelado no ambiente e reflexos azulados ou arroxeados quando vistas sob a luz.
Essa coloração é intencional e benéfica, pois indica que o tratamento está atuando
para reduzir o espectro azul nocivo — sem alterar significativamente a percepção
natural das cores.
O tom amarelado é suave e praticamente imperceptível após alguns minutos de
adaptação.
É especialmente indicado para quem trabalha em frente a telas digitais por longos períodos ou para usuários que buscam maior conforto visual ao ler à noite.